segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
- Antes um tiro no pé, do que um no peito.
Deram um tiro no meu pé, não foi você, nem ninguém. Fui eu. E pra continuar caminhando é quase tão doloroso quanto ficar parado, pensando na dor. Porque quando eu fui caminhar, sem saber pra onde seguir, eu acabei escolhendo caminhos estranhos e tive que voltar no mínimo umas três vezes ao ponto de partida e começar tudo de novo. E quando eu parei pra pensar, eu só conseguia lembrar do barulho da explosão e a sensação daquele projétil entrando e dilacerando aquele que me levava onde eu queria ir. Mas talvez seja “bem-feito” pra mim. Agora, antes de ir e vir, eu vou pensar muito bem antes de dar meus passos e escolher meus destinos. Mas antes um tiro no pé que um tiro no peito.
